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Professora
da UFSM foi a última a palestrar no seminário
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A história urbana de Porto Alegre foi fortemente marcada
por três tomadas - no período de 1836 e 1840,
durante a Revolução Farroupilha –, assunto
esse esquecido e arquivado por historiadores. A opinião
é do procurador de Justiça e membro do Instituto
Histórico e Geográfico do RS, Sérgio
da Costa Franco. A declaração foi feita durante
o encerramento do Seminário Internacional 170 anos
da Revolução Farroupilha/130 Anos da Imigração
Italiana no início da noite desta sexta-feira (16),
no Teatro Dante Barone. Franco é autor do primeiro
livro da série 170 anos do Parlamento gaúcho-
Crônicas Históricas - que resgata o período
imperial de 1835 a 1889.
A primeira tomada de Porto Alegre aconteceu em junho de 1836,
quando os farroupilhas, comandados por Bento Gonçalves,
mantiveram a cidade em estado de sítio. "Os legalistas
conseguiram retomar o município com facilidade em setembro
do mesmo ano", contextualizou Franco. A Capital ficou
livre do cerco por apenas oito meses. Em maio de 1837 Porto
Alegre se encontrava mais uma vez sitiada pelos farroupilhas.
"As dificuldades de abastecimento de alimentos foi uma
das principais conseqüências do cerco", lembrou.
A terceira tomada de Porto Alegre foi a mais longa, durou
de junho de 1938 a dezembro de 1840. Porém, segundo
Franco, essa última foi a mais branda, sendo o número
de mortos pequeno.
O procurador de Justiça do RS disse que a imprensa
esteve em grande atividade na época do sítio.
A Assembléia Legislativa Provincial funcionou praticamente
só com suplentes, pois muitos deputados eram farroupilhas
que estavam em combate. Segundo Franco, com o fim do período
de sítio, Porto Alegre começou a expandir, a
partir de 1840, quando a pacificação estava
mais próxima. "Esses períodos foram cuidadosamente
escondidos pela historiografia. Isso porque a Revolução
Farroupilha foi uma história de glorificação,
marcada pelo mito e pelo interesse político",
apontou.
O painel A Revolução Farroupilha e os italianos:
o Federalismo e a Fronteira, com a professora Maria Medianeira
Padion, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), encerrou
o seminário. A professora destacou que a Revolução
Farroupilha foi um marco na construção da identidade
regional dos gaúchos, sendo um símbolo de várias
ideologias e bandeiras políticas do processo histórico
do Sul do Brasil. Ela destacou o personagem italiano Tito
Livio Zambeccari, que participou no início do Movimento
Farroupilha. "Esse líder italiano, como os homens
desta terra, tinha idéias que formaram o modelo de
construção", classificou.
O seminário foi promovido pela Assembléia Legislativa
em parceria com o Memorial do Ministério Público
Estadual. O evento integrou a programação de
homenagens do Parlamento à Semana Farroupilha, alusiva
à Revolução de 20 de setembro de 1835.
Fonte: Joana Colussi / Agência de Notícias (AL-RS)